terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A RAÇA FUTURA, Bulwer-Lytton

O mito da Atlântida, a existência de prodigiosas forças eletromagnéticas, as potencialidades da ciência e da tecnologia, modelos sociais avançados, fazem parte da história desta "raça futura" que, um dia, surgindo das profundezas da terra, dominará o mundo.

Lord Edward George Bulwer Lytton (1803-1873) é conhecido pelo público brasileiro como o autor de “Os Últimos Dias de Pompéia” , um grande clássico da literatura inglesa e, sobretudo, pelo romance ocultista “Zanoni” , que teve incontáveis reedições no Brasil. Estranhamente, os editores brasileiros ignoraram até agora uma de suas obras mais curiosas, Vrill, the Power of the Coming Race.
Atraído pelo gênero fantástico nas suas diversas vertentes, Lytton publicou esse romance em 1871, uma obra que tem a originalidade de abordar temas que se tornariam correntes na ficção-científica. Em muitos aspectos trata-se de um texto antecipador, abrangendo temas que vão do feminismo a reformas sociais e a invenções tecnológicas revolucionárias.

Tradução de Júlia Câmara e prefácio de Bira Câmara.
Brochura, 147 págs., 14 X 20 cm. (2010)

BREVIÁRIO DE PROFECIAS DO FIM DO MUNDO

Bira Câmara

Um inventário de profecias do fim do mundo, desde a antiguidade até os dias atuais, com um capítulo sobre a Profecia Maia para 2012.


Os antigos davam grande importância aos fenômenos celestes, vendo neles uma mensagem dos deuses. Assim, um cometa,um eclipse, uma estátua fulminada por um raio ou o nascimento de um animal com duas cabeças eram considerados sinais, presságios de algum evento marcante. A propagação do cristianismo não mudou isso e os homens continuaram a dar importância a estes sinais. Na verdade, a crença cristã, fundamentada na ressurreição de Cristo e na promessa de sua volta no final dos tempos, acabou alimentando a fantasia de místicos e religiosos fanáticos que tentam em vão, até hoje, adivinhar quando o mundo vai acabar.

Leia mais em "O Mundo vai acabar", no Astroanedotário

Edição de bolso (2010), ilustrada, 130 páginas.

DISCURSO CONTRA OS CRISTÃOS, Celso

Texto latino do século II d.C., fundamental para quem estuda religião comparada e a história do cristianismo.
Prefácio e notas de Bira Câmara.
Tiragem limitada. Brochura, 147 páginas, 13, 5 X 20 cm.

Discurso Contra os Cristãos foi escrito por volta do ano 178. Seu autor, o filósofo romano Celso, escreveu-o numa época de intensa atividade religiosa, quando começavam a travar-se os primeiros duelos literários entre os cristãos e os pagãos cultos. Sua obra não só combatia o cristianismo, mas procurava demonstrar que os cristãos estavam errados ao se negarem a praticar a religião tal como a encontraram.
O Discurso é um documento que, lido em nossa época em que a civilização greco-romana deu lugar à judaico-cristã, ainda pode ser motivo para muitas reflexões. Da mesma forma que no passado, novas seitas nascem a cada instante colocando em xeque as religiões tradicionais e muitas das opiniões de Celso poderiam se aplicar à situação atual. Vivemos um momento histórico onde é fundamental exercer o espirito crítico, mas é também importante a abertura a outras formas de pensamento com uma atenção fraternal, seguindo o ponto de vista de Shelley:


“Todas as religiões são boas se elas permitem ao homem tornar-se melhor”

A FAMÍLIA DO VURDALAK, Alexei Tolstoi


2 HISTÓRIAS DE VAMPIROS

A figura do vampiro, desde a sua estréia na literatura romântica do século dezenove, é um personagem cuja popularidade não cessou de crescer até os dias de hoje. Mas poucos leitores no Brasil conhecem esta obra de Aleksey Tolstoi, tão citada pelos cultores do gênero em outros países.
A Família do Vurdalak, centrada na figura lendária do upyr russo, é um relato que sem dúvida inclui-se entre os melhores do gênero vampiresco. Por isso mereceu uma adaptação para o cinema em 1963, com Bóris Karloff no papel do velho patriarca russo que acaba vampirizando toda a sua família. A história tem como cenário a agreste campina sérvia, e seu ritmo, atmosfera e desenlace feérico antecipam as narrativas mais inquietantes que consagrariam o gênero cinematográfico no século XX. 
Esta edição traz também "O fumante de haxixe e o Vampiro", conto esquecido das Mil e Uma Noites, por Albert Caise.


Tradução, prefácio e ilustrações de Bira Câmara
Brochura, 110 páginas, formato 11, 5 X 20 cm.), ilustrado.

HISTÓRIAS DE VAMPIROS

Antologia das primeiras histórias de vampiros antes de Drácula, com alguns contos inéditos no Brasil. Prefácio e notas de Bira Câmara.

O VAMPIRO NO CONVENTO, Louis-Antoine Caraccioli, trad. de Bira Câmara, texto extraído da obra Lettres a une Illustre Morte (1770)

O VAMPIRO, John William Polidori, tradução a partir da versão francesa, em cotejo com o texto original e a versão em espanhol por Bira Câmara

A MULHER VAMPIRO, Hoffmann, tradução anônima, compilada da edição de 1925, publicada pela Cia. Graphico-Editora Monteiro Lobato

VAMPIROS, Charles Nodier, tradução de Bira Câmara, textos integrantes da obra Infernaliana, Anecdotes, petits romans, nouvelles et contes sur les revenans, les spectres, les démons et les vampires (1822)

CARA-ALI, O VAMPIRO, Prosper Merimée, trad. de Bira Câmara, texto integrante de La Double Méprise, La Guzla, ou Choix de poésies illyriques recueillies dans la Dalmatie, la Bosnie, la Croatie et l’Herzégovine (1827)

HISTÓRIAS DE VAMPIROS, Paul Féval, tradução de Bira Câmara, texto integrante da antologia Contes Fantastiques (Amédée Chaillot Éditeur, Avignon, 1861)

FANTASMAS, Ivan Turgueniev, tradução da versão francesa (1864) de Bira Câmara

O SOLDADO E O VAMPIRO, William Ralston Shedden, trad. de Bira Câmara, texto integrante de Contes populaires de la Russie, recueillis par William Ralston Shedden, trad.Loys Brueyre, Ed. Hachette (1874) 


Edição de Bolso / ilustrada, 176 págs.

O ESOTERISMO DA SERPENTE VERDE

Tradução do conto iniciático de Goethe, com a interpretação do seu simbolismo esotérico e maçônico por Oswald Wirth.

Seria o conto da Serpente Verde um puro jogo da fantasia? Uma parábola alquímica sobre o processo de iniciação hermética? Ou simples alegoria política e histórica de que Goethe serviu-se para registrar sua posição diante da Revolução Francesa e os seus efeitos? A multiplicidade de níveis de leitura de "A Serpente Verde" e o interesse despertado ao longo do tempo nos mais diversos estudiosos, atesta senão a sua genialidade, ao menos a sua característica sui-generis. Oswald Wirth, Ronald Gray, Rudolf Sterne, Jung e Yvette Centeno entre outros, debruçaram-se no estudo deste conto desenvolvendo estimulantes interpretações.
Obra atemporal, podemos sem muito esforço encontrar nela uma relação direta com o momento atual, pois o conto aborda simbolicamente a viragem de uma época para outra.
Tiragem limitada. 2001, 131 págs, 13,5 X 20,5 cm.

A NOVA ERA - Os deuses estão de volta? Bira Câmara


Alguns dos assuntos abordados neste livro:
Quando começa de fato a nova era? – O que é precessão dos equinócios? – As eras zodiacais conhecidas – Ciclos cósmicos, Kali Yuga, o Grande Ano – Os precursores da nova era


A determinação do início da Era de Aquário, com base em cálculos astronômicos e astrológicos fundamentados, estabelece sua alvorada por volta de 2.400-2600 D.C, ao contrário do que acreditam os místicos de plantão e astrólogos desinformados.
O período atual é de transição do velho para o novo ciclo, de uma mistura das tendências que deverão prevalecer no futuro com resíduos do passado, pois ainda não temos perfeitamente definido o que será o sistema filosófico ou religioso predominante na Nova Era. Por enquanto, todos os movimentos em torno deste tema podem ser considerados manifestações precoces de um novo espírito, de uma nova religiosidade que ainda tem de buscar socorro no misticismo antigo. Por mais que o espírito cartesiano seja execrado pelos “aquarianos”, precisamos lançar mão dele para separar o joio do trigo, utilizando a ferramenta da razão e do bom-senso na tarefa de expurgar as ervas daninhas da superstição, do charlatanismo, da desinformação e das idéias viciadas.

Tiragem limitada (2006) 115 págs.; 14 X 21 cm. 

SALADA MÍSTICA, Bira Câmara


A farsa da Nova Era
O que determina o fim de uma Era e o início de outra?

Esta obra se propõe a explicar para os leigos o que isso significa, do ponto de vista astrológico.
Astrólogos bem informados e a maioria dos especialistas no assunto sabem Era do Aquário começará na realidade em alguma data entre 2.400 e 3.000 D.C. No entanto, místicos e esotéricos teimam em afirmar já entramos nela. Parte desta confusão é causada pela desinformação quanto aos fundamentos astronômicos do conhecimento astrológico e a má fé de muitos místicos e gurus interessados em proclamar a derrocada da razão e do bom senso, glorificando a ignorância e a superstição.
Baseados erroneamente em Nostradamus e profecias bíblicas, confundem o início do século 21 com o fim da Era de Peixes e a entrada de Aquário. Nem uma coisa nem outra...
Atrelado ao movimento New Age há um verdadeiro festival de besteiras que inclui fadas, duendes, anjos, ETs, mestres ascensionados, etc. Tudo isso é muito antigo e nada tem a ver com a decantada Era do Aquário. É o que pretendemos explicar ao leitor.

Tiragem limitada, 164 páginas, (2001, reedição do livro A Farsa da Nova Era, publicada em 1998).

POLITICAMENTE INCORRETO, Bira Câmara


Um livro contra tudo e a favor de nada

Esta obra contém definições pouco ortodoxas e observações politicamente nada corretas (à moda de Ambrose Bierce e Flaubert).
Leitura desaconselhável para crentes convictos, ateus convictos, católicos, ufólogos, espiritualistas, evangélicos, advogados, economistas, publicitários, esquerdistas, fascistas, otimistas, nacionalistas e adeptos do politicamente correto, mas sinceramente dedicado a todas as pessoas sem rótulo e que têm o espírito livre.

Edição de bolso, 2008 (3ª tiragem, originalmente publicada sob o heterônimo Lobo Câmara), 97 páginas.

O PINTOR DA VIDA MODERNA

Charles Baudelaire


As preferências estéticas são sempre furiosamente políticas e metafísicas.
Charles Baudelaire (1821-1867), o amador e crítico de arte que percorre os Salões, tem uma consciência radical. Contra o academicismo pomposo, ele lança sua palavra de ordem: retorno ao presente, mas a um presente revestido pela Beleza eterna.
Neste ensaio publicado em folhetim em 1863, que passa pelo ato de nascimento da modernidade, ele faz o elogio do artifício, da maquilagem e das aparências, da mulher elegante, da cidade, do frívolo e do horror. E desenvolve, também, uma teoria do dandy.
Nas suas palavras, «a modernidade é o transitório, o contingente, a metade da arte, cuja outra metade é o eterno e o imutável.»

Edição de bolso (2010), ilustrada com reproduções do artista Constantin Guys, 92 páginas