terça-feira, 5 de março de 2013

O FALSO PROFETA, Luciano de Samósata


Luciano de Samósata é um dos precursores da prosa moderna, a quem cabe a glória da invenção do gênero de ficção científica e de ter sido o primeiro contista da história da literatura. Além disso, o que não é pouco, também é o pai do espírito crítico, da sátira mordaz, do ceticismo, da irreverência, inaugurando uma linhagem de autores da estirpe de Erasmo, Thomas Morus, Rabelais, Swift, Voltaire, Anatole France e outros. Inimigo de todas as formas de superstição e mentira, mostrou-se implacável não só em relação às crendices da religião pagã, como também contra os filósofos de sua época, a quem acusava de "inventar incontáveis labirintos de palavras e ensinar a arte de raciocinar sem resultados".
Neste escrito ele conta a história do célebre farsante Alexandre da Abonótica, que por sua vez também pode ser considerado o pai dos falsos profetas, tão abundantes em nossos dias sob as mais diversas denominações. Com objetividade quase jornalística, ele investigou os procedimentos, os truques e estratagemas deste verdadeiro precursor da fraude religiosa, e seu texto, de uma atualidade inquietante, serve de alerta para que os incautos dos tempos atuais não caiam nas garras de alguma versão moderna do impostor de Abonótica.

Leia mais emLuciano de Samósata: um precursor da ficção científica

"Alexandre, ou o Falso Profeta", Luciano de Samósata, 2013, 59 páginas, formato 13,5 X 20,5 cm., ilustrada. Versão e prefácio de Bira Câmara. A edição traz também Oráculos e adivinhos na GréciaAstrologia e magia no império romano, dois capítulos do livro "Histórias da Astrologia", de Bira Câmara.

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